O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Tecnologia da Informação (ATI), informou que o programa Tocantins Conectado soma 294 terminais de acesso à internet em regiões remotas do estado. Para 2027, a ATI prevê instalar mais 15 pontos, com prioridade para comunidades quilombolas, aldeias indígenas e povoados.
Primeira etapa e kits distribuídos
Iniciado em junho de 2026, o programa teve como primeira etapa a instalação de 35 pontos fixos de internet via satélite em sete regiões do estado, entre elas o Jalapão, a Ilha do Bananal, as Serras Gerais e o Cantão. A estrutura inclui ainda 70 kits veiculares, distribuídos entre secretarias estaduais, e 22 kits portáteis, em formato de mochila, para fiscalizações ambientais e atividades em campo.
Segundo o governo, a expansão atende necessidades de diferentes órgãos, desde as escolas até as equipes que atuam em campo. O governador Wanderlei Barbosa destacou o alcance da iniciativa:
"Com o Tocantins Conectado, ampliamos o acesso à internet nas escolas, fortalecemos o trabalho das equipes em campo e avançamos na inclusão digital, criando melhores condições para que os serviços públicos cheguem a quem mais precisa."
A declaração foi divulgada pelo governo do estado em comunicado oficial.
Escolas e fiscalização ambiental
Na Secretaria de Estado da Educação (Seduc), 67 antenas levam conectividade a escolas estaduais, incluindo unidades indígenas e do campo. O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) conta com 80 terminais veiculares e 20 kits portáteis, usados em ações de fiscalização ambiental e outras atividades externas.
O inspetor de Recursos Naturais do Naturatins, Lyon Cardoso de Sousa, afirma que a conexão facilita a comunicação entre as equipes durante ações em unidades de conservação, áreas extensas e com pouca cobertura de celular. Segundo ele, a internet via satélite também ajuda no planejamento das atividades e na qualidade dos mapas usados para mapear as áreas.
Como funciona a tecnologia
De acordo com o governo, a internet via satélite de baixa órbita opera mais próxima da Terra que os modelos convencionais. Com isso, a conexão tem velocidades de até 130 Mbps de download e latência inferior a 80 milissegundos.
A ATI monitora os equipamentos em tempo real, verificando a disponibilidade dos pontos e a qualidade da conexão. As informações são consolidadas em relatórios mensais encaminhados aos órgãos atendidos.
O presidente da ATI, Alírio Félix, afirmou que, com a ampliação, a tecnologia passa a apoiar diretamente as atividades dos servidores e a execução de serviços públicos em regiões remotas.