Cotidiano
Advogada de Palmas Relata Momentos de Pânico Durante Terremoto na Tailândia

A advogada Caroline Coriolano, natural de Palmas, viveu momentos de desespero em Bangkok, na Tailândia, ao sentir os efeitos do forte terremoto de magnitude 7,7 que atingiu a região na sexta-feira (28). O epicentro do tremor foi registrado em Mandalay, Mianmar, mas os abalos se espalharam por países vizinhos, incluindo Tailândia e China.
Caroline estava em um shopping da capital tailandesa com amigas quando percebeu os tremores.
“Tudo tremeu, parecia que estava em um pula-pula de crianças. No início, pensei que estava tonta, mas minha amiga relatou a mesma sensação”, contou a advogada.
Ao notar o medo das funcionárias do estabelecimento, Caroline e suas amigas decidiram sair do local. “As vendedoras ficaram assustadas e, quando veio o segundo tremor, correram. Deixamos nossas compras no chão e saímos também. Todos corriam em direção à saída. Passamos entre carros, pulamos alambrados e derrubamos arbustos. Achamos que o shopping poderia desabar”, relatou.
Nas ruas de Bangkok, a situação era de caos. “Vimos pessoas chorando e sendo retiradas dos prédios. Como não entendíamos o idioma, usamos um tradutor para perguntar a uma moradora local o que estava acontecendo. Ela confirmou que era um terremoto, mas garantiu que o epicentro tinha sido em Mianmar”, explicou Caroline.
As sirenes soaram continuamente pela cidade e alertas eram transmitidos em tailandês. “Não entendíamos nada. Os transportes públicos desapareceram e decidimos caminhar sete quilômetros até o hotel. Pelo caminho, vimos pessoas sentadas nas calçadas, abaladas pelo ocorrido”, disse.
Destruição e Número de Vítimas
Segundo dados divulgados pela mídia estatal no domingo (30), o terremoto causou mais de 1,7 mil mortes, deixou 3,4 mil feridos e 300 desaparecidos. Em Bangkok, um arranha-céu em construção desabou, vitimando 18 pessoas e deixando outras 76 soterradas.
O governo de Mianmar declarou estado de emergência em seis regiões e pediu ajuda humanitária. Países como China, Rússia, Índia, Coreia do Sul, Malásia e Cingapura enviaram suprimentos e apoio, enquanto Estados Unidos e União Europeia também prometeram assistência.
Caroline e suas amigas seguirão em Bangkok até esta segunda-feira (1º), quando embarcam de volta ao Brasil. “Foi assustador, mas, felizmente, estamos bem”, concluiu.