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EUA confirmam saída da OMS e cortam financiamento

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Segundo informações divulgadas pelo governo norte-americano, os Estados Unidos deixaram oficialmente a Organização Mundial da Saúde (OMS). O anúncio foi feito por meio de um comunicado publicado no site do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (HHS), nesta quinta-feira (22).

De acordo com a nota, o país encerrou tanto o financiamento quanto o apoio institucional à OMS, colocando fim a uma parceria que existia desde a criação da entidade, em 1948. Antes mesmo da formalização da saída, o governo do presidente Donald Trump já havia suspendido os repasses financeiros à organização.

No comunicado, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., afirmaram que os recursos e o corpo técnico destinados às iniciativas da OMS foram encerrados. A decisão, segundo o governo, está relacionada a críticas sobre a atuação da organização durante a pandemia de Covid-19 e à suposta falta de independência política da agência.

Os Estados Unidos eram, até então, o maior financiador individual da OMS, responsáveis por cerca de 18% do orçamento total da entidade. Dados citados pelo próprio governo indicam que o país chegou a financiar aproximadamente 75% dos programas da organização voltados ao combate ao HIV e a outras doenças sexualmente transmissíveis entre 2024 e 2025.

Ainda conforme informações oficiais, a interrupção dos repasses já afeta iniciativas globais de saúde, como ações de enfrentamento ao HIV, poliomielite, malária e tuberculose. Após a publicação do comunicado, a OMS retirou a bandeira dos Estados Unidos de sua sede, fato que também foi mencionado pelas autoridades americanas.

Apesar do rompimento com a OMS, o governo dos EUA afirmou que pretende manter ações internacionais na área da saúde por meio de acordos bilaterais e de agências nacionais, como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), sem a intermediação da organização ligada à ONU.

A própria OMS já teria alertado que a saída americana gera incertezas financeiras e pode enfraquecer a cooperação global em saúde, dificultando respostas coordenadas a pandemias e emergências sanitárias futuras.

Fonte: Metrópoles

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