Cotidiano
Anvisa alerta para risco grave ligado às canetas emagrecedoras
Segundo informações divulgadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso inadequado das chamadas canetas emagrecedoras pode estar associado a riscos graves à saúde, incluindo casos de pancreatite aguda, condição que pode evoluir para quadros mais severos.
De acordo com o alerta emitido pela agência nesta segunda-feira (9), os medicamentos pertencem à classe dos agonistas do receptor GLP-1 — como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida — e possuem indicações específicas em bula, devendo ser utilizados apenas com prescrição e acompanhamento médico.
A Anvisa chama atenção para o uso desses remédios fora das orientações aprovadas, especialmente quando utilizados com finalidade estética, o que, segundo a agência, aumenta consideravelmente o risco de eventos adversos. Apesar do alerta, o órgão regulador afirma que não houve mudança na avaliação de segurança dos medicamentos quando usados corretamente.
O posicionamento da Anvisa ocorre em meio ao aumento de notificações de pancreatite associadas a esses produtos no Brasil e no exterior. Dados citados pela própria agência indicam que, no Reino Unido, foram registradas mais de mil notificações suspeitas entre 2007 e 2025. No Brasil, entre 2020 e dezembro de 2025, teriam sido contabilizadas 145 notificações e seis mortes supostamente relacionadas ao uso desses medicamentos.
Diante desse cenário, a Anvisa reforça medidas adotadas anteriormente, como a retenção obrigatória da receita médica na compra das canetas emagrecedoras, com prescrição em duas vias e validade de até 90 dias, como forma de coibir o uso indiscriminado.
A agência orienta que pacientes procurem atendimento médico imediato ao apresentarem sintomas como dor abdominal intensa e persistente, náuseas ou vômitos, sinais que podem indicar pancreatite. Profissionais de saúde também devem suspender o tratamento diante de suspeitas e notificar possíveis eventos adversos no sistema VigiMed.
O alerta reforça a importância do uso responsável e supervisionado desses medicamentos, enquanto as investigações e o monitoramento seguem em andamento pelas autoridades sanitárias.
Fonte: Metrópoles
