Cotidiano
Prédios abandonados na região sul de Palmas preocupam moradores: “300 sonhos jogados no lixo”

A insegurança tem sido uma constante para os moradores da Arse 132, antiga quadra 1.306 Sul, em Palmas. Prédios abandonados, que deveriam ser moradias populares, estão inacabados e se tornaram abrigo para criminosos e animais peçonhentos. A população local cobra providências das autoridades, temendo os riscos diários que enfrentam.
As unidades habitacionais começaram a ser construídas em 2010 e deveriam atender cerca de 300 famílias. No entanto, a obra foi interrompida e as estruturas foram condenadas pela Defesa Civil. Moradores relatam que o local, aberto e sem qualquer segurança, tem sido utilizado para atividades criminosas e representa perigo para quem circula nas imediações, especialmente para mulheres e crianças.
“Passaram mais de 15 anos e nada foi resolvido. A prefeitura e a Defesa Civil condenaram as estruturas, mas a situação continua a mesma. Isso representa 300 sonhos jogados no lixo e dinheiro público desperdiçado”, lamenta Rennê Pereira dos Santos, presidente da associação de moradores da quadra.
Outro ponto preocupante é a presença de animais peçonhentos nas proximidades da Escola de Tempo Integral Almirante Tamandaré, que fica perto da construção abandonada. “Cobras, ratos e baratas invadem a escola. Precisamos de uma solução urgente”, reforça Rennê.
A Prefeitura de Palmas informou que a construção foi cancelada em gestões anteriores, com a devolução dos recursos ao governo federal. A demolição teve início em 2024 e deve ser retomada, com parte do material sendo reaproveitado. Equipes também realizaram a roçagem e retirada de entulhos para minimizar os impactos da estrutura abandonada.
A população local segue cobrando um destino adequado para o espaço. A principal reivindicação é que ele seja convertido em um projeto habitacional para famílias de baixa renda ou transformado em área de lazer. “Nossa quadra não tem uma praça. Seria uma alternativa útil para toda a comunidade”, sugere Rennê.
A prefeitura ainda não divulgou quais serão os próximos passos para a destinação do local. Enquanto isso, os moradores seguem convivendo com o medo e a frustração diante da demora para uma solução definitiva.
Fonte: G1 Tocantins