Policial
Suspeito de espancar namorada e deixá-la em estado grave é preso ao comparecer à delegacia

O caso de violência doméstica que chocou a cidade de Caseara ganhou novos desdobramentos nesta quinta-feira (3). O suspeito de espancar e deixar a namorada em estado grave, Gilman Rodrigues da Silva, de 47 anos, foi preso ao comparecer para prestar novo depoimento na delegacia de Paraíso do Tocantins. O crime aconteceu no último dia 22 de março, em uma chácara na zona rural do município.
A vítima, Delvânia Campelo, de 50 anos, sofreu diversas lesões e conseguiu pedir socorro em um grupo de mensagens, mas os áudios teriam sido apagados pelo agressor. Um caseiro a encontrou e acionou a Polícia Militar, que prestou socorro. Delvânia foi levada para o Hospital Geral de Palmas (HGP), onde segue internada devido à gravidade das agressões.
Após cometer o crime, Gilman fugiu do local e foi abrigado por familiares em Palmas, segundo a Polícia Civil. Ele chegou a se apresentar voluntariamente na delegacia no dia 25 de março, alegando que havia agido em legítima defesa, mas não foi preso na ocasião por não estar mais em situação de flagrante.
A versão do suspeito apresentou inconsistências, especialmente devido às graves lesões sofridas por Delvânia. Segundo o delegado José Lucas Melo, a justificativa de legítima defesa perdeu força diante da quantidade de golpes recebidos pela vítima e da fuga do agressor após o espancamento.
Outro fator que pesou contra Gilman foi a existência de um registro de ocorrência por violência doméstica contra uma ex-mulher, indicando reincidência no crime. Diante dos elementos reunidos, a Justiça concedeu a prisão preventiva, que foi cumprida no momento em que o suspeito retornou à delegacia para prestar novo depoimento.
Com a prisão de Gilman Rodrigues, ele foi encaminhado à Unidade Penal de Paraíso do Tocantins, onde permanecerá à disposição da Justiça. O delegado informou que o inquérito deve ser concluído nos próximos dias e encaminhado ao Ministério Público para as providências legais cabíveis.
O advogado de defesa do suspeito afirmou que se manifestará nos autos do processo.
Denúncias de violência doméstica
Casos como este reforçam a necessidade de denunciar situações de violência doméstica. Denúncias podem ser feitas anonimamente pelo telefone 180 (Central de Atendimento à Mulher), além do 190 da Polícia Militar e das delegacias especializadas.
Fonte: G1 Tocantins