Cotidiano
STF libera retorno de Wanderlei Barbosa ao comando do Tocantins
O cenário político do Tocantins ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (5), após o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), conceder uma liminar que autoriza o retorno de Wanderlei Barbosa ao cargo de governador. O político estava afastado havia três meses após suspeitas envolvendo supostos desvios de recursos destinados à compra de cestas básicas durante a pandemia.
A decisão, que ainda deverá ser analisada pela segunda turma do STF, revoga o afastamento determinado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), inicialmente previsto para durar 180 dias. Segundo especialistas, a medida teria sido tomada com base no argumento de que o afastamento poderia causar instabilidade administrativa em ano eleitoral.
De acordo com o ministro Nunes Marques, o afastamento de um chefe do Executivo exige fundamentação sólida, algo que, segundo ele, não estaria claramente demonstrado no momento. A defesa de Wanderlei celebrou a decisão, afirmando que recebe a liminar com serenidade e que o governador poderá retomar suas funções para as quais foi eleito.
Durante o período de afastamento, o vice-governador Laurez Moreira assumiu o comando do Estado e promoveu mudanças significativas na gestão, incluindo a exoneração de todo o primeiro escalão e a suspensão de um contrato de táxi aéreo utilizado por Wanderlei.
O caso envolve investigações da Polícia Federal sobre supostos esquemas de desvios em contratos firmados entre 2020 e 2021, quando o Estado enfrentava a emergência sanitária provocada pela Covid-19. Segundo as apurações, a primeira-dama Karynne Sotero também teria participação nas tratativas, embora seu eventual retorno ao cargo não tenha sido mencionado na liminar.
Além disso, o governador também foi alvo recente de uma operação da PF que apura possíveis tentativas de atrapalhar as investigações, o que teria incluído, supostamente, o apagamento de dados de dispositivos pessoais.
Com a nova decisão, Wanderlei Barbosa retorna ao comando do Tocantins enquanto as investigações continuam em curso e sob sigilo na Corte Especial do STJ. A movimentação promete repercutir fortemente no cenário político local às vésperas das eleições.
Fonte: G1 Tocantins
