Cotidiano
Técnico é suspeito de matar pacientes após injetar desinfetante em hospital do DF
Um técnico de enfermagem é suspeito de ter provocado a morte de três pacientes após, supostamente, aplicar injeções de desinfetante em um hospital de Taguatinga, no Distrito Federal. O caso veio a público nesta segunda-feira (19) após a deflagração da chamada Operação Anúbis, conduzida pela Polícia Civil do DF.
Segundo informações divulgadas pela polícia, três técnicos de enfermagem foram presos temporariamente por suspeita de envolvimento nos crimes. O principal investigado, de 24 anos, teria confessado os homicídios após assistir a imagens das câmeras de segurança da unidade hospitalar. Ele trabalhava no Hospital Anchieta há cerca de cinco anos.
De acordo com a investigação, o suspeito teria utilizado desinfetante e também doses elevadas de medicamentos como forma de envenenamento. Em um dos casos, o paciente teria recebido mais de dez aplicações do produto. As autoridades afirmam que o material era aspirado em seringas e aplicado diretamente nas vítimas.
As outras duas investigadas, de 28 e 22 anos, também eram funcionárias do hospital. Uma delas teria admitido participação indireta, alegando arrependimento por não ter impedido a ação do colega. Todas tiveram a prisão temporária decretada por 30 dias.
As mortes aconteceram nos meses de novembro e dezembro de 2025, mas só foram divulgadas agora após o avanço das apurações. As vítimas identificadas até o momento são um homem de 63 anos, outro de 33 e uma idosa de 75 anos, todos internados em estado de saúde delicado.
A Polícia Civil investiga ainda se o suspeito utilizou indevidamente a senha de um médico para emitir receitas falsas e aplicar medicamentos sem o conhecimento da equipe médica, numa tentativa de disfarçar os crimes. Também está sendo apurado se há outras vítimas ou se ações semelhantes ocorreram em outras unidades onde o técnico tenha trabalhado.
Em nota, o Hospital Anchieta informou que demitiu os três funcionários após uma investigação interna identificar circunstâncias consideradas atípicas nas mortes registradas na UTI. A instituição afirmou que colaborou integralmente com a Polícia Civil e se solidarizou com os familiares das vítimas.
O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) informou que acompanha o caso e que adotará as providências cabíveis, destacando que os fatos ainda estão sob investigação e que devem ser respeitados o devido processo legal e o direito de defesa.
Fonte: Portal LeoDias
